O Design Emocional Além da Usabilidade


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Falar sobre Design Emocional é sempre um desafio. Muito explorado hoje pelas marcas, criar produtos e serviços pensando nas emoções das pessoas é o diferencial para o sucesso.

Mas porque o design emocional vai além da usabilidade? Não é difícil responder essa pergunta é só avaliarmos se o produto pode ser útil ou se vai excede as expectativas das pessoas.

Em uma palestra do Edu Agni, ele conta que passou por uma experiência marcante onde foi contratado para tentar melhorar as conversões do site de uma empresa que oferecia um serviço especifico, então ele trabalhou em toda sua estrutura, reformulou a arquitetura do site melhorando sua usabilidade, fez avaliações heurísticas e testes de usabilidade, após todo esse trabalho não adiantou e a empresa não teve o retorno esperado, os serviços prestados não estavam tendo crescimento, então Edu percebeu que não era mais problema com a usabilidade do site e sim o produto que a empresa vendia que não era o que realmente as pessoas queriam.

Tirando como base a experiencia citada acima, podemos ver que as emoções estão além de ter uma interface bem estruturada e de fácil interpretação, o produto ou serviço a qual aquele site quer vender precisa infligir nas questões emocionais que farão as pessoas desejarem e obterem.

Quando falamos em design emocional estamos dizendo que queremos que os usuários se sintam familiarizados, que remetam lembranças boas e que traga alegria e satisfaça suas expectativas individuais e sociais. O livro do Design Emocional – Donald Norman já nos diz que as emoções vão além das funcionalidades dos produtos, e que uma abridor de garrafa diferente que grava sua voz e quando você abre a garrafa ele repete o que você falou, é muito mais divertido do que um abridor de garrafa simples, e esse abridor vai ser melhor comercializado por que vai ser mais legal quando eu for beber com meus amigos.

Assim a venda de um produto ou serviço através da web vai além da necessidade de uma interface bem estruturada, vamos se dizer que isso é o básico. As interfaces agora devem passar para um novo segmento tendo um layout mais humanizado e que corresponda com o estilo do usuário e suas expectativas.

Confira a palestra do Edu Agni falando sobre esse assunto na Campus Party Brasil

 

 

Este post também fala sobre esse assunto “A importância dos aspectos emocionais no design”

 





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Designer de Interface pós graduado em Arquitetura da Informação. UI/UX Designer e Front-end Developer, atualmente atendo empresas como freelancer e sou colaborador em uma agência de comunicação onde desenvolvo interfaces criativas com foco na experiência do usuário. Organizador por natureza acredito que o caos é a matéria-prima necessária.

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